Vivemos uma época em que tudo tem um rótulo, todas as pessoas se prendem as suas únicas verdades. Todo o resto não faz sentido para essas pessoas. Claro, a discordância é um direito de cada um, mas o que acontece hoje é que as pessoas são muito fechadas.
Eu sinceramente pensava há algum tempo que vivíamos num mundo moderno, no qual tudo que era novo se aceitava facilmente e se não era aceito era, ao menos, respeitado. Enganei-me redondamente. A verdade é que a vanguarda sempre fica meio que em evidência e a intolerância e o retrógrado sempre escondidos em suas casas. Mas alguns fatos recentes trouxeram tudo isso à tona. Crimes homofóbicos, ações racistas, etnocêntricas e preconceituosas e intolerância até contra deficientes físicos me alertaram para essa realidade instransigente.
Isso nos traz para o tema central deste post: o nominismo. Comunismo, capitalismo, socialismo, cristianismo, islamismo, budismo, judaísmo, progressismo, tradicionalismo, romantismo, realismo, desenvolvimentismo, vegetarianismo, carnivorismo, canibalismo, etc. O que quero dizer é que as pessoas querem sempre achar algo para ser diferentes, apenas para humilhar e rebaixar as escolhas do próximo, mas a verdade é que somos todos iguais na diferença. Não há verdade absoluta, nem mesmo esta. Cada singular particularidade deveria nos unir, nos aproximar. Saber conviver com as diferenças é fundamental para que a socialidade do homem sobreviva.
Devemos encontrar a unidade na diferença.
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