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terça-feira, 9 de abril de 2013

Sobre o homossexualismo

O dilema ético e constitucional religião versus homossexualismo é algo teologicamente muito sério para ser tomado simplesmente como uma guerra entre ativistas gays e radicais exaltados. Por que penso isso?

Sob a ótica Católica Apostólica Romana, o homossexualismo é algo errado, é um pecado, vai contra a ordem planejada por Deus. Entretanto, os católicos, por sua doutrina, não devem julgar, muito menos odiar a ninguém. O principal mandamento cristão é o do amor ao próximo. Porém, justamente por isso, o cristão tem o dever de tentar prestar ajuda ao pecador. O próprio Jesus disse que veio pelos pecadores. Aí se encontra o primeiro dilema: como pode um cristão cumprir seu papel de ajudar ao próximo, tentando "salvá-lo" do pecado, sem ofender o pecador, sem ser enxergado por ele como um discriminador?

O segundo dilema, ainda mais sério, se encontra no âmbito legal. Por lei, é proibido incitar o ódio e a discriminação contra qualquer diferença individual. Se uma pessoa qualquer, publica na sua rede social: "roubar é errado", ela está divulgando aos outros os seus conceitos éticos, suas convicções do que é bom e o que é ruim. Por coincidência, essa é uma concepção quase que universal, que portanto não reverbera como discriminação contra os ladrões. Porém, quando uma pessoa, também guiada por seus conceitos éticos (religiosos ou não), coloca na internet, ou externa de qualquer outra maneira pública: "sexo entre pessoas de mesmo sexo é errado", sua opinião diverge das concepções de alguns. E aí, legalmente, ela está errada? Isso é incitar o ódio, discriminar? De fato, há uma clara discordância entre a lei dos homens e a lei de Deus. E o católico, estaria proibido de praticar a sua doutrina, de alertá-los (isso não significa ficar enchendo o saco dos gays para que eles se convertam, mas simplesmente "conscientizar") sobre o pecado? E a liberdade de expressão? Eu acho apenas que temos que aprender a conviver com nossas diferenças de conceitos.

Ele é homo metrossexual!

Lembrem-se que em nenhum momento eu entrei na questão da homofobia. A homofobia (até onde eu sei, porque hoje é tudo tão confuso...) é uma forma de agressão, verbal, psicológica ou discriminatória contra homossexuais. Ela, do ponto de vista Católico e do ponto de vista constitucional, é claramente considerada errada, absurda! Muito menos entram nessa discussão expressões racistas ou sexistas (já que não pode, de maneira alguma, ser considerado errado, ser da raça X ou do sexo Y). Todo o meu questionamento aqui se dá a respeito da expressão ética individual livre de ódio e agressão.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Vivemos a era do nominismo

O título é autoexplicativo...

Vivemos uma época em que tudo tem um rótulo, todas as pessoas se prendem as suas únicas verdades. Todo o resto não faz sentido para essas pessoas. Claro, a discordância é um direito de cada um, mas o que acontece hoje é que as pessoas são muito fechadas.

Eu sinceramente pensava há algum tempo que vivíamos num mundo moderno, no qual tudo que era novo se aceitava facilmente e se não era aceito era, ao menos, respeitado. Enganei-me redondamente. A verdade é que a vanguarda sempre fica meio que em evidência e a intolerância e o retrógrado sempre escondidos em suas casas. Mas alguns fatos recentes trouxeram tudo isso à tona. Crimes homofóbicos, ações racistas, etnocêntricas e preconceituosas e intolerância até contra deficientes físicos me alertaram para essa realidade instransigente.

Isso nos traz para o tema central deste post: o nominismo. Comunismo, capitalismo, socialismo, cristianismo, islamismo, budismo, judaísmo, progressismo, tradicionalismo, romantismo, realismo, desenvolvimentismo, vegetarianismo, carnivorismo, canibalismo, etc. O que quero dizer é que as pessoas querem sempre achar algo para ser diferentes, apenas para humilhar e rebaixar as escolhas do próximo, mas a verdade é que somos todos iguais na diferença. Não há verdade absoluta, nem mesmo esta. Cada singular particularidade deveria nos unir, nos aproximar. Saber conviver com as diferenças é fundamental para que a socialidade do homem sobreviva.

Devemos encontrar a unidade na diferença.