Quem vive
De preto no branco
Acaba perdendo todas as nuances
De tons de cinza
Quem vive no abismo da incerteza
Do questionamento, da dúvida permanente
Se renova
A cada nova verdade
Quem vive na sua própria incerteza
Eu tenho certeza
Que enxerga mais beleza
Em cada mudança
Que causa estranheza
A todos os outros viventes
E quem vive na pergunta não se perde
Porque sabe que não há lugar para se achar
Senão o próprio lugar
Em que, no dado momento, se está
Ou aquele lugar
Lá no infinito