sábado, 14 de abril de 2012

"O homem é o único animal que pode dizer não a Deus"

"O homem é o único animal que pode dizer não a Deus."

Essa percepção, apesar de tão clara e de uma simplicidade enorme, é de uma importância imensurável.

Os homens, como únicos animais "racionais", tem certas peculiaridades em relação aos nossos caríssimos colegas de vivência existencial que são "irracionais". O homem tem a Escolha. Como falei um pouco no post anterior, somos um misto de determinismo e possibilidades. Somos animais, mas temos a capacidade de estabelecer juízos de valor sobre o universo e de nos diferenciarmos. Isso dá uma outra dimensão de beleza ao homem.

Falando como cristão, Deus criou o homem, mas não para ser seu servo e o obedecer cegamente, Ele sempre estará falando ao nosso ouvido, cabe a nós termos vontade ou não de ouvir. Deus não é um ditador. Ele nos criou para sermos seus amigos. Na bíblia, diz-se que Deus criou o homem para que ele dominasse a terra e todos os animais. Analisando friamente, chega até a ser uma atitude bem presunçosa. Ele nos cria sem obrigações, e, por amor e gratidão à Sua grandeza, seguiríamos Ele. Temos a opção de dizer Não a Deus e isso torna  nosso Sim extramente valioso e belo.

Se o livre-arbítrio dá tanta beleza à natureza humana, por outro lado ele é também a raiz de todas as nossas angústias... O homem é o único animal que Pensa em ser feliz. Todos os outros simplesmente o são. Exemplo: um gato está com fome, triste. Levanta-se sobre suas quatro patas, come e fica feliz, em plenitude com sua existência. O homem, por sua vez, levanta infinitas incógnitas e variáveis. Sente fome, triste. Pergunta-se porque está triste, escolhe o que vai comer, tem dúvidas, pensa no que fará depois de comer e quando finalmente, após comer, quando deveria, supostamente ter satisfeito suas vontades, lembra-se que ele poderia ter comido melhor, que daqui a 3 horas vai estar com fome de novo, que faz tempo em que não escreve em seu blog, etc. O homem Nunca alcança a plenitude, porque ele compreende que existem diversas variáveis que poderiam ser melhores. O que nos resta é, ou viver angustiado refletindo sobre essa impossibilidade, ou viver positivamente sempre buscando a plenitude, própria e de todos.