terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Misantropia x Jimi Fucking Hendrix

Depois de algum tempo sem postar e algumas noites mal dormidas, cá estou eu, caríssimos! Passei os últimos dias refletindo sobre minha própria insignificância e o quanto fico mais insignificante a cada reflexão que faço. Pois é, férias levam à depressão. O cara fica relativamente desocupado, pensa demais e se fode. É aquele velho ditado: "quem é ignorante é feliz". A alienação leva a uma ilusória, porém imediata, felicidade. Preocupar-se apenas com os próprios problemas e com as pequenas pedras do caminho diário é muito fácil. Mas sempre haverá um vazio nesse tipo de pessoa alienada. Okay, ninguém é capaz de alcançar a perfeição. Contudo, a pessoa que vive alienadamente, vive superficialmente e sempre será um imenso vácuo incompleto. O contrário não implica felicidade constante. O verdadeiro pensador se debruça de tal maneira sobre as problemáticas que se sente imerso dentro das mesmas. E flagela a si mesmo mais ainda ao perceber suas hipocrisias e imperfeições. Ou seja, o ser pensante atinge uma amplitude maior de intesidade de emoções e resultados. Isso pode resultar numa alegria imensa ou num poço de infelicidade e miséria.

Como alguns de vocês podem ter percebido, estava inserido nesse profundo e complexo universo durante os últimos dias. Estava imerso em misantropia, desacreditado do ser humano. E, a cada momento, percebia que desperdiçava meu tempo. E o pior é que isso me deixou paralizado. Então fui ouvir um pouco de música pra ver se encontrava a solução pra algo. Aí é que entra o grande Jimi Hendrix. Aquelas melodias tão cheias de significado, versos cheios de alívio e agonia. Tudo se encaixava tão perfeitamente. Parafraseando Bob Dylan: "There must be some kind of way out of here/Said the joker to the thief/There’s too much confusion/I can’t get no relief".
E realmente havia uma saída para minha encruzilhada. E foi assim que, olhando os grandes feitos de grandes homens e mulheres que passaram pela Terra como deuses, me enchi de esperança e acordei de volta pra caminhada. Encontrar na felicidade do próximo a minha felicidade.


Como mensagem final, gostaria de lembrar-lhes: de nada adianta refletir sobre a realidade se tais reflexões não implicam interferências na mesma realidade.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sem criatividade

Caros e escassos leitores deste sujo e bagunçado blog,
Caso não tenham percebido, fiz uma mera tentativa de colocar um plano de fundo no blog. Estava pensando em colocar algo como uma colagem de várias bandas e artistas de que gosto, mas estava sendo muito trabalhoso, então decidi colocar esta obra famosíssima da Pop Art feita pelo Andy Warhol. Não é algo definitivo e estou aceitando sugestões para um novo plano de fundo.
Recentemente, estou meio sem criatividade para postar, já que meu querido violão retornou de um breve conserto e então direcionei todo meu fluxo criativo para ele.
Entretanto, no dado momento em que escrevo estas prolixas (talvez nem tanto) palavras, me lembrei de algo. Shopping centers e como sinto dentro deles. Tá bom, sei que vocês vão me chamar de pseudorrevoltado e hipócrita e também admito que o consumo é necessário. Mas realmente eu me sinto muito mal dentro desses conglomerados "lojísticos".
 É estranho perceber como algumas pessoas se sentem bem só de estar dentro um shopping. Eu me sinto extremamente desconfortável com isso. Vão andando de vitrine em vitrine, deslumbrados com tantos produtos na maioria das vezes inúteis. Foram condicionados a pensar assim. Mesmo que não comprem nada, se sentem bem só de olhar os produtos. Ou então compram e raramente utilizam. O que importa é o prazer de consumir. E quanta apologia se faz a esse prazer não é? Acho que deveriam ser feitas campanhas contra esse comportamento. Assim como fazem contra o alcoolismo. Estimular o consumo consciente e a valorização do que realmente importa. Mas não é possível. O capitalismo instrinsecamente explora o consumidor. Parasita ele até chupar todo o dinheiro. Quando não há mais dinheiro, pronto, você está descartado. Alguém lança uma nova moda e tudo o que foi comprado não vale mais. Sem dinheiro, o consumidor é excluído, marginalizado. Então o consumidor precisa de mais dinheiro. E vai trabalhar por mais e mais tempo, para ganhar mais e mais dinheiro e comprar mais e mais. E aí o consumidor se endivida para consumir e ser aceito. E se endivida mais um pouquinho só pra relaxar depois de tanto trabalho. Só que o consumo é um prazer que nunca se satisfaz. E enquanto não se der o devido valor ao que realmente importa vai continuar sendo assim. Por um bom tempo.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Conclusões da semana que passou

Então, nessa semana eu levei alguns pontapés ideológicos que realmente me fizeram "acordar".
Percebi que todos, ou quase todos, ao meu redor me achavam meio sonhador. Pejorativamente falando. Talvez seja porque eu tento ao máximo me prender aos meus princípios e à minha ideologia, mesmo falhando frequentemente. Não é que eu não tenha os pés no chão. Eu procuro, antes de tudo, compreender racionalmente a realidade ao meu redor, analisando tudo com exterioridade, para depois tentar adequar a minha ideologia à realidade, sem abandonar o sonho. E, provavelmente por causa disso, nunca parei pra analisar friamente os meus próximos. E nessa semana essa análise veio a mim, como uma grande pedra que caiu numa lagoa mudando toda a configuração ao seu redor. Lembro, claro, que minhas análises não são meros julgamentos taxativos. Isso eu tento não fazer, mesmo acontecendo às vezes. Minha análise é, por definição, completamente FALHA e serve apenas para minha compreensão e possível reação para melhorar o mundo. Afinal, não sou perfeito nem melhor do que ninguém, então antes de exteriorizar uma parte dessa análise, lembro apenas que ela não tem a intenção de crucificar ninguém e, se tiver, esse alguém será eu, pois só eu e Deus (qualquer dia desses eu jogo minha definição de Deus e minhas crenças religiosas por aqui) podemos julgar que eu sou realmente um hipócrita e acertar.
O ponto principal de minha análise é que eu percebi como os sonhos estão destruídos no mundo.
 Fui ao cinema com minha irmã, uma amiga dela e mais um amigo meu. Elas são crianças, mas percebi o quanto elas estão inseridas no contexto realista-capitalista-conformista. As crianças deveriam ser as responsáveis por guardar os sonhos em segurança e depois lembrá-los aos adultos. Mas vi as atitudes da duas, tão "independentes", rebeldes (só com a família, não contra o sistema), espertas, maliciosas (acho que exagerei um pouco nesse adjetivo hehe). Se afastaram de mim e do meu amigo no cinema, talvez por vergonha. Minha irmã queria ir fazer comprar e olhar as vitrines. Queria dinheiro. Mal prestaram atenção ao filme, uma animação, muito legal por sinal. Formulei algumas hipóteses:
-Minha irmã e sua amiga são uma exceção à regra e a inocência da infância permanece;
-Minha irmã e sua amiga já se tornaram adolescentes;
-Minha irmã e sua amiga "amadureceram" (quem foi que inventou que amadurecer era deixar de ser criança? Nem sei porque postei essa alternativa);
-Minha irmã e sua amiga retratam a infância atual, precoce e desiludida com a vida. Provavelmente se entregarão por completo ao consumo e a futilidade na adolescência, alegando que não há outra escolha e que ninguém pode mudar o mundo.
A última alternativa me parece a correta.
Depois disso fiquei mais atento para os sinais ao meu redor. E realmente houveram mais sinais.
O outro sinal que me alertou para a desilusão da sociedade chegou na gravação de uma música com a minha banda (também falarei sobre ela aqui depois :]). E foi o sinal mais triste e forte que eu senti nos últimos tempos. Acho que sou uma pessoa muito ruim por pensar isso, mas deve ser a realidade mesmo. Estávamos pensando na próxima música a gravar e como arrecadar dinheiro pra gravação. Primeiro, meu amigo, do qual eu já suspeitava a escolha da música e o motivo, não me surpreendeu. Disse que queria tal música porque ela era a mais pop e a que faria sucesso mais facilmente. Alegou que, "se quiséssemos fazer sucesso como a banda "X" (banda pop genérica), teríamos que escolher essa música para ganhar mais visualizações no youtube". Vos digo, meus caros leitores inexistentes, com a maior alegria, que eu realmente não quero fazer sucesso dessa maneira. Muito menos quero me igualar ao lixo cultural que predomina atualmente. Depois veio a surpresa: meu outro amigo, que realmente concorda com grande parte de minha ideologia e era meu parceiro de debates filosóficos, concordou com o primeiro. Usou o argumento que a maioria das "grandes bandas" fazem sucesso assim. Danem-se as grandes bandas. Danem-se também as bandas que eu gosto. Eu estou tentanto algo diferente por aqui. Algo melhor. Um membro concordou comigo, outro concordou apenas por futilidade e dois não opinaram concretamente. Pra completar, voltando pra casa, recebi, em meio a graves indeferências de minha pessoa, uma palestra sobre como eu não tinha como mudar o mundo.
Percebi como os sonhos estão mortos.
Espero que os meus não morram, pois acredito que os sonhos são a base para qualquer mudança. Um certo professor me disse um certo dia que por isso o mundo precisa de jovens. O mundo precisa de sonhos.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Panorama social

Como introdução, nada melhor para uma primeira postagem do que uma visão não muito aprofundada do mundo no geral. Só pra descontrair. Saquem este vídeo, feito por Ernest Cline. Ele descreve um pouco do quão mesquinho e irracional é o ser humano. Às vezes.
O homem esqueceu a sua real essência. Foi aí que os problemas começaram.