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terça-feira, 12 de julho de 2011

Deixe-se acreditar

Even tough the glass-house smothers you
(Okay, the grids are protection
But so are the chains
And all the H-bombs)
I mean, there's no point in
Losing your faith
Still, there's also no point in
Telling everybody everything is alright

É a minha escolha
Ficar em cima do muro
Para toda a eternidade
Anyway, just warning you:
If I fall
Don't pull me back

Let it happen, naturally
As coisas vão se ajeitar
In unknown ways
Simplesmente deixe-se acreditar

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Confusão de pensamentos

Então, peguei-me escrevendo, apagando e reescrevendo este post, cada vez com uma ideia e um pensamento diferente, às vezes até contraditório ao seu antecessor. Dei-me conta de que é disso que se trata o blog: metamorfismo, mudança, avanço, vanguarda e decidi fazer um post justamente sobre isso.
Como já disse Hitler, (é, meus caros, citar Hitler pode parecer algo absurdo, mas ninguém é de todo mal e, como diria meu professor de literatura, "a arte é singular na criação e plural na interpretação". Assim também o farei com Hitler) "acordos foram feitos para serem quebrados", ou algo do gênero.Tenho certeza que  Não sei se a intenção dele no texto é diferente da minha interpretação, mas eu concordo plenamente com essa frase. Convicções existem nada mais, nada menos do que para deixarem de existir. Às vezes chego a duvidar dessa minha única e própria exceção "conviccionária". Eis o dilema dos ceticistas e todos os outros caçadores da verdade. Não sei se um dia mudarei meu ponto de vista novamente, mas no dado momento (que já é passado no dado momento de agora) prefiro afirmar a minha completa ignorância. É mais fácil, confortável e racional se admitir contraditório. Parafraseio agora o nosso mais famoso autor defunto, também consciente de que esta minha interpretação possa não ter sido sua intenção: "Deus te livre, leitor, de uma ideia fixa".
É, consegui concluir o post, mas completamente diferente da minha intenção original. Qual é a diferença? Seria inevitavelmente diferente no momento seguinte.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Misantropia x Jimi Fucking Hendrix

Depois de algum tempo sem postar e algumas noites mal dormidas, cá estou eu, caríssimos! Passei os últimos dias refletindo sobre minha própria insignificância e o quanto fico mais insignificante a cada reflexão que faço. Pois é, férias levam à depressão. O cara fica relativamente desocupado, pensa demais e se fode. É aquele velho ditado: "quem é ignorante é feliz". A alienação leva a uma ilusória, porém imediata, felicidade. Preocupar-se apenas com os próprios problemas e com as pequenas pedras do caminho diário é muito fácil. Mas sempre haverá um vazio nesse tipo de pessoa alienada. Okay, ninguém é capaz de alcançar a perfeição. Contudo, a pessoa que vive alienadamente, vive superficialmente e sempre será um imenso vácuo incompleto. O contrário não implica felicidade constante. O verdadeiro pensador se debruça de tal maneira sobre as problemáticas que se sente imerso dentro das mesmas. E flagela a si mesmo mais ainda ao perceber suas hipocrisias e imperfeições. Ou seja, o ser pensante atinge uma amplitude maior de intesidade de emoções e resultados. Isso pode resultar numa alegria imensa ou num poço de infelicidade e miséria.

Como alguns de vocês podem ter percebido, estava inserido nesse profundo e complexo universo durante os últimos dias. Estava imerso em misantropia, desacreditado do ser humano. E, a cada momento, percebia que desperdiçava meu tempo. E o pior é que isso me deixou paralizado. Então fui ouvir um pouco de música pra ver se encontrava a solução pra algo. Aí é que entra o grande Jimi Hendrix. Aquelas melodias tão cheias de significado, versos cheios de alívio e agonia. Tudo se encaixava tão perfeitamente. Parafraseando Bob Dylan: "There must be some kind of way out of here/Said the joker to the thief/There’s too much confusion/I can’t get no relief".
E realmente havia uma saída para minha encruzilhada. E foi assim que, olhando os grandes feitos de grandes homens e mulheres que passaram pela Terra como deuses, me enchi de esperança e acordei de volta pra caminhada. Encontrar na felicidade do próximo a minha felicidade.


Como mensagem final, gostaria de lembrar-lhes: de nada adianta refletir sobre a realidade se tais reflexões não implicam interferências na mesma realidade.