O ano já está no começo e ainda está no fim.
As informações me atingem, perpassam o meu peito, com uma velocidade inimaginável.
Tão rapidamente que não consigo absorver nada.
Sinto-me mais vazio a cada minuto. A cada segundo.
A esperança se esvai, como um bom e raro perfume cujo frasco está irremediavelmente aberto.
A efemeridade dura cada vez mais. É constante.
Globalizo-me sem querer.
Torno-me ignorante.
Perco a paciência.
Inquieto-me.
Não durmo.
Envelheço.
Sofro.

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