sábado, 1 de janeiro de 2011

Melancolia e inércia no réveillon

Finalmente, depois de 17 dias sem postar (acho que é isso), me veio um golpe de inspiração. Em pleno réveillon. Depois de passar um longo tempo hibernando socialmente, leia-se: isolado em casa jogando Mario Bros. no Wii, após descobrir que esse jogo existia (até então achava o Wii um saco), estava sem nenhum ânimo para as tais celebrações de fim de ano. Odeio a maioria das convenções sociais que nos são impostas. Cumprimentar toda pessoa que vejo cordialmente com um vazio "feliz ano novo", fazer contagem regressiva pro fim do ano, me empanturrar de comida, ficar brindando o tempo todo e escutar música ruim e alta. Tudo isso ao som das reclamações da minha mãe de que eu deveria compartilhar aquele momento (assistir ao show da virada e falar da vida dos outros) com a família, ao invés de ficar inerte em outro lugar qualquer. Estava conversando com meu primo em outro dia sobre a importância do réveillon. Ele me explicava que era um "rito de passagem". É compreensível. Adotar o fim do ano como um símbolo de renovação, melhoramento e reflexão faz sentido. Se você levar isso à sério. Senão vira apenas mais um motivo pra escutar música ruim e alta, beber e "raparigar". Decidi ser fiel aos meus princípios. Cumprimentei as pessoas o mais rapidamente possível e retirei-me para os meus aposentos com o intuito de refletir sobre o ano que passou e fazer planos para o ano que vem. Espero ser mais fiel ao que sou neste ano que começa. Ser mais simples e preocupado com meu próximo. Isso é réveillon pra mim. Faça apenas o que faz sentido pra você, seja sincero consigo mesmo e com os outros. Não deseje feliz aniversário pelo Orkut. Não fique entrando e saindo do MSN desejando "feliz ano novo". Não se torne apenas mais um cliché vazio e massificado alienadamente.

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