domingo, 5 de maio de 2013

Vida

Hoje me deu uma vontade de falar da vida. Depois de ler um texto lindo foda sobre "O que falar sobre alguém que está prestes a morrer?" de um cara chamado Frederico Mattos, bateu essa vontade. E, à luz da clareza de ideias, da limpeza mental que só uma boa dor de cabeça proporciona, resolvi escrever esse post.

Escrever sobre a vida meio que contradiz tudo que eu penso sobre ela. É querer problematizar a existência. Quando na verdade, é tudo muito simples (não é não). Quando se vive com convicção de ideias, com certeza de que o presente é tudo aquilo que se pode viver (o passado, como diz o próprio nome, passou, e o futuro...), com aceitação e compreensão da nossa indiscutível incapacidade perante boa parte da vida, tudo se resume a viver. E falar qualquer outra coisa se torna redundante, a partir daí. É claro que, no fundo, tudo é uma grande confusão de sentimentos, incertezas, erros, arrependimentos, acertos, alegrias... Mas, sim, é possível enxergar claramente através disso tudo. Tirando o saldo, pesando na hipotética balança pós-mortis (pois é, depois de morrer eu acho que a gente vai ter um tempão pra ficar pensando besteira), o que sobra, na minha humilde visão, é o riso, o olhar, o beijo, o toque. As mais puras expressões do amor. Sobra aquela bagunça que fica a sua casa depois de uma festa com os amigos. Ou aquelas lembranças borradas da noite que se passou. A vida é complicada, mas não tem que ser difícil. Aproveite.

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