Como algum de vocês talvez tenha notado, estou novamente fazendo um post sobre o tempo. É engraçado, pois isso demonstra mais uma vez o quão indefinido esse tema é (no último post, fui tentar definir o tempo e acabei fazendo poesia...). Após algumas conversas sobre dimensões, teoria das supercordas, etc, estávamos discutindo sobre a nossa capacidade de perceber as dimensões. Bem, obviamente, a primeira (comprimento) e a segunda (altura), são facilmente perceptíveis visualmente. A terceira (profundidade), apesar do que alguns pensam, não é exatamente percebida pela visão. A nossa visão usa de alguns artifícios (perspectiva, sombra,...) para nos dar uma noção da terceira dimensão, mas nós não a percebemos com exatidão (você consegue ver todos os lados de um cubo opaco ao mesmo tempo?) Enfim, chegou-se ao dilema da quarta dimensão, que para muitos seria o tempo. Bem, primeiro, para verificar a existência e perceptibilidade de tal dimensão, deve-se definir o tempo. Esse é o problema. O tempo é um daqueles conceitos básicos, que você usa para definir outros conceitos, mas ninguém consegue explicar o tempo por si só (não que eu saiba). Mas aí eu me questionei, será que realmente precisamos saber O QUE É para provar que EXISTE? Fiz algumas sinapses e cheguei à seguinte conclusão: não. Bem, o mundo existe (eu acho, mas é assunto pra outro post). Se o mundo existe, existe movimento, energia, força, aceleração, enfim, milhares de outros conceitos que só existem por meio do tempo. Admitindo que o mundo existe, o tempo existe. Se o tempo não existisse, seríamos apenas uma fotografia.
No univeso desse texto e dessa foto, o tempo não existe, já parou pra pensar nisso?

Nenhum comentário:
Postar um comentário