quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Severino

Seu nome Severino
Um e sessenta de estatura
E na pele a rachadura
Das agruras do sertão

Seu nome Severino
Calado e do olho fundo
E gostava desde menino
De falar das coisas do mundo

Do bem-ti-vi, xique-xique
Mandacaru e pau-a-pique
E da lua cheia que via
Da chapada do Araripe

Seu nome Severino
Seu chão Severino
Sua vida Severina
Sua morte Severina

Esse é o mesmo Severino
De Ramos e de Quirino
De Ariano e do destino
Que a outros tantos foi reservado...

Nem o primeiro nem o último
Filho desta terra ingrata
Que exclui o nordestino
E que por pouco não o mata


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