Caros e escassos leitores deste sujo e bagunçado blog,
Caso não tenham percebido, fiz uma mera tentativa de colocar um plano de fundo no blog. Estava pensando em colocar algo como uma colagem de várias bandas e artistas de que gosto, mas estava sendo muito trabalhoso, então decidi colocar esta obra famosíssima da Pop Art feita pelo Andy Warhol. Não é algo definitivo e estou aceitando sugestões para um novo plano de fundo.
Recentemente, estou meio sem criatividade para postar, já que meu querido violão retornou de um breve conserto e então direcionei todo meu fluxo criativo para ele.
Entretanto, no dado momento em que escrevo estas prolixas (talvez nem tanto) palavras, me lembrei de algo. Shopping centers e como sinto dentro deles. Tá bom, sei que vocês vão me chamar de pseudorrevoltado e hipócrita e também admito que o consumo é necessário. Mas realmente eu me sinto muito mal dentro desses conglomerados "lojísticos".
É estranho perceber como algumas pessoas se sentem bem só de estar dentro um shopping. Eu me sinto extremamente desconfortável com isso. Vão andando de vitrine em vitrine, deslumbrados com tantos produtos na maioria das vezes inúteis. Foram condicionados a pensar assim. Mesmo que não comprem nada, se sentem bem só de olhar os produtos. Ou então compram e raramente utilizam. O que importa é o prazer de consumir. E quanta apologia se faz a esse prazer não é? Acho que deveriam ser feitas campanhas contra esse comportamento. Assim como fazem contra o alcoolismo. Estimular o consumo consciente e a valorização do que realmente importa. Mas não é possível. O capitalismo instrinsecamente explora o consumidor. Parasita ele até chupar todo o dinheiro. Quando não há mais dinheiro, pronto, você está descartado. Alguém lança uma nova moda e tudo o que foi comprado não vale mais. Sem dinheiro, o consumidor é excluído, marginalizado. Então o consumidor precisa de mais dinheiro. E vai trabalhar por mais e mais tempo, para ganhar mais e mais dinheiro e comprar mais e mais. E aí o consumidor se endivida para consumir e ser aceito. E se endivida mais um pouquinho só pra relaxar depois de tanto trabalho. Só que o consumo é um prazer que nunca se satisfaz. E enquanto não se der o devido valor ao que realmente importa vai continuar sendo assim. Por um bom tempo.

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